TV digital inaugura patamar de interatividade e integração.
A TV Digital vem sendo pesquisada e estruturada há algum tempo. Os Estados Unidos foram os pioneiros nas pesquisas sobre o assunto e os primeiros a definir um padrão de transmissão digital, em 1982.
Atualmente, a TV digital é realidade na Europa e na Ásia (especialmente Japão e Coréia do Sul) —além, claro, nos Estados Unidos. O Brasil planeja implantar seu modelo de TV digital até esse ano (2010), dentro de um sistema com infra-estrutura e padrão de transmissão adequados.
O professor Marcelo Zuffo, do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da USP, membro ativo do grupo que definiu as bases tecnológicas e o modelo digital no país, explica que "até o final da introdução da TV digital no Brasil, em 2010, espera-se uma revolução no conceito de TV por meio de uma intensa convergência digital com a Internet e com a telefonia fixa e móvel".
Entre as diversas inovações tecnológicas do sistema, estão: a modulação digital de sinal, a mobilidade, as transações bidirecionais de informação multimídia, a portabilidade e a maior qualidade de imagem —a tão falado HDTV (televisão de alta definição).
Zuffo destaca ainda que a capacidade de troca de informações e dados multimídia de forma bidirecional proporcionará serviços de automação doméstica, segurança, governo eletrônico, educação à distância e entretenimento, entre outros, através da TV digital.
Diferentes padrões pelo mundo
Existem, hoje, quatro padrões de TV digital no mundo. O ATSC-T (Advanced Television Systems Committe), dos EUA; o DVB-T (Digital Vídeo Broadcasting), da Europa; o ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting), do Japão; e um sistema em desenvolvimento na China, o DMB-T (Digital Modulation Broadcast).
Zuffo ressalta que estes padrões estão ligados aos blocos macroeconômicos e procuram considerar a proteção para a indústria eletroeletrônica e evitar os custos de propriedade industrial.
Pioneirismo americano
Segundo o professor, os americanos pagaram o preço pelo pioneirismo e por não fazer um "exercício de futurologia". O ATSC-T não considera tecnologias modernas como os celulares, o Wi-Fi e o WiMax, por exemplo.
Evolução natural do sistema analógico, o padrão americano é direcionado principalmente à transmissão de sinal digital de alta definição (HDTV). Entre 1991 e 1992 os EUA já possuíam seis sistemas digitais em teste no país. No ano seguinte um grande fórum discutiu os resultados dos testes e propôs a escolha de um para se tornar o padrão definitivo.
Em 1997 já existiam aproximadamente 1.600 emissões de sinal digital. No ano de 1998, as pesquisas contabilizavam que 50% da população americana já acessavam o sinal digital. Mais recentemente em 2003, 750 estações de TV trabalhavam com o sistema DTV (digital relevision).
Além dos EUA, o ATSC-T é utilizado no Canadá, México e na Coréia do Sul, que curiosamente é dona de patentes do sistema americano.
Integração européia
O padrão europeu começou a ser desenvolvido em 1993, aproveitou muito da experiência e evitou os problemas americanos. Com alguns recursos de mobilidade, foi o primeiros a trazer as universidades para o trabalho de pesquisa e desenvolvimento.
O DBV-T é um sistema bem flexível, o que permite atender às peculiaridades de cada país do continente europeu. Zuffo explica que "a Europa trouxe para o desenvolvimento do padrão a preocupação de harmonização entre os países, mas deixou um pouco a desejar nos quesitos técnicos".
Em 1993 começaram as primeiras transmissões pelo sistema de TV por assinatura do Canal Plus, da França. O ano de 1998 é considerado o marco da transmissão de TV digital aberta na Europa, com a abertura do sistema na Suécia. Na Alemanha, o padrão funciona desde 2003.
Japoneses, os mais recentes
O padrão japonês é o mais avançado de todos e chegou a este ponto aproveitando-se dos erros americanos e da experiência européia —tanto que baseou muito de sua tecnologia no DVB-T europeu.
"O modelo japonês considera flexibilidade, convergência, modulação de alta qualidade, mobilidade, portabilidade e alta definição", explica Zuffo.
Ele começou a ser desenvolvido no final dos anos 90 e foi o primeiro a utilizar a compressão de vídeo MPEG-4. Além disso, o padrão ISDB-T permite a segmentação, ou seja, a divisão do canal digital em vários sub-canais, que permitem transmitir diversos serviços simultaneamente.
No Brasil
O Brasil baseou sua escolha no sistema japonês, mas fez importantes modificações que o transformaram em um padrão compatível com as mais recentes tecnologias —protocolo IP e padrões de tecnologia móvel como GPRS e GSM.
"O grande trabalho do grupo de pesquisadores foi direcionado para gerar um padrão que fosse robusto, flexível e escalonável. Além disso, ele é compatível com a realidade da renda do brasileiro", diz Zuffo.
A robustez é explicada pela qualidade do sinal em função do seu alcance. Quando o sinal é emitido, ele tem de ser constante e forte do começo ao fim da transmissão, na residência. Já a flexibilidade é explicada pela quantidade de sub-canais gerados a partir de um único canal.
Outro destaque do padrão brasileiro foi a participação de vários setores da sociedade: governo, universidades, sociedade e empresas.
O grande desafio do Brasil, segundo o professor, está na infra-estrutura de transmissão, uma vez que hoje em dia as emissoras já trabalham com equipamentos e estúdios digitais.
TV por assinatura
As TVs por assinatura estão prontas e já transmitem o sinal digital para as residências dos assinantes. O problema é que os atuais decodificadores ainda não repassam o sinal digital para os televisores.
Eles recebem o sinal digital e o convertem para analógico antes de repassá-lo à TV. "Para que o sinal seja de ponta a ponta digital é necessário uma nova geração de decodificadores, que a partir do ano que vem já poderão ser fabricados a preço de mercado", afirma o gerente de desenvolvimento de negócios da TVA Digital, Dante Compagno Neto.
Assim como na TVA Digital, os assinantes da NET Digital também precisarão de um decodificador digital para ter o sinal digital passando para a sua TV. "Além disso, será preciso utilizar cabos diferenciados, como HDMI e o de áudio óptico, para conectar ao home theater e ter um som surround multicanal e Dolby Digital", explica o gerente de produto do PayTV da Net Digital, Alessandro Maluf.
Neto diz que a experiência de transmissão totalmente digital que aconteceu durante a Copa do Mundo da Alemanha foi um treino muito importante para mostrar o que é possível atingir com o sistema digital. A TVA Digital trouxe o sinal gerado na Alemanha em full HD até o assinante, que participou da experiência.
A transmissão de sinal digital permite a utilização do HDTV. Isto irá gerar um novo modelo de trabalho como lembra Maluf: "É uma mudança completa, desde a captação de imagem por meio de câmeras HDTV até o cuidado com os cenários, pois os detalhes ficarão mais aparentes". Esta é mesma linha defendida por Neto, da TVA Digital, para quem também será necessária uma nova maneira de fazer a maquiagem e acertar a iluminação.
TV entra na era digital; veja guia sobre a alta definição
Sinais de TV trafegando em bits e bytes, com imagens em alta resolução, câmeras simultâneas, compras pela televisão e interatividade como a da Internet. Tudo isso é parte do universo da TV digital, que vem ganhando terreno no Brasil com a invasão das telonas de plasma e LCD nas lojas e com a expectativa sobre a estréia da TV digital no final do ano.
Com a novidade, é bem provável que a sopa de letrinhas do mundo da informática saia do computador e chegue até a sala de estar. Aliás, ela já chegou —nestes tempos digitais, ouve-se falar muito em siglas como HDTV, DVB, DTV, full HD. Se você ainda não entendeu bem o que tudo isso significa, o UOL Tecnologia explica tudo em um guia da TV digital e em alta resolução, com dicas para a hora da compra, dúvidas sobre cabos e formatos sucessores do DVD e alguns segredos para você começar a se preparar para a TV digital.
TV analógica, nossa velha conhecida
Quem nasceu depois de 1950 acompanhou a televisão em franca atividade. Desde sua aparição, estamos acostumados a assistir à TV por meio de sinais analógicos e tubos de raios catódicos. Os sinais gerados pelas emissoras são transformados em ondas de rádio que, transmitidas para a sua TV, são convertidos novamente em imagem e som.
O sistema analógico funcionou bem, mas começou a enfrentar limitações. Por exemplo, os aparelhos de tubo CRT têm cerca de 480 linhas de resolução, insuficientes para "encher" uma TV grande, a partir de 30 polegadas, e manter a qualidade da imagem.
Além disso, os canhões de elétrons do CRT só conseguem preencher metade das linhas a cada passada da imagem pela tela. Assim, os aparelhos utilizam um recurso de entrelaçamento das linhas para montar a imagem. Muitas vezes, isto causa uma imagem que fica vibrando (efeito conhecido por "flicker"). Estas complicações ficaram mais evidentes com os aparelhos de TV maiores, que invadiram o mercado a partir da década passada.
Eis então que o sinal digital de TV surgiu para resolver este problema. Ele é codificado em bits e bytes —como zeros e uns que computador usa para identificar os comandos—, transmitido por satélite ou cabo e depois decodificado por um aparelho antes de entrar em seu televisor.
O sistema digital pode ser bem exibido tanto em uma tela muito pequena como em uma muito grande sem perda de qualidade. O sinal de vídeo pode ser progressivo, ou seja, a tela exibe a imagem inteira a cada quadro (frame), e não entrelaçado, que mostra uma linha de pixels sim e outra não.
Para as emissoras de TV existe ainda a vantagem de enviar vários sinais diferentes utilizando a mesma banda de transmissão, incluindo conteúdo especial, como menus e opções de interação.
Gravar programas na tv digital?
TV digital brasileira permitirá gravação de programas. Ela não terá bloqueio de gravações. O Comitê de Desenvolvimento da TV Digital vetou nesta quinta-feira a instalação de bloqueadores nos aparelhos conversores do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD) para impedir a gravação de vídeos, como novelas e filmes.
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, que integra o comitê, já havia se manifestado contrário à colocação dos bloqueadores. Segundo ele a proibição não deu certo nos países desenvolvidos. No entanto, o ministro fez questão de deixar claro que apóia a gravação para uso doméstico, mas não a comercialização do conteúdo copiado. "A pirataria tem que ser combatida de qualquer forma. A lei e a justiça têm que tomar conta, e ter cuidado para que isso não aconteça, se acontecer, tem que penalizar", afirmou.
A pedido das emissoras, o comitê definiu que os aparelhos não terão um dispositivo que permita ao telespectador pular o comercial quando fizer a gravação de um determinado programa. Entre as normas aprovadas pelo comitê, está também a incorporação de um codificador de áudio que dará ao som a qualidade de home theater, a possibilidade do telespectadores escolher o idioma em que os programas serão exibidos ou legendados, e a disponibilização de tradução de programas na Língua Brasileira de Sinais (Libras), por meio de um ícone eletrônico.
Diferenciais
Há três diferenças fundamentais entre o sinal digital e o analógico: relação de aspecto, resolução e taxas de quadros.
A relação de aspecto é como a imagem aparece em sua tela. O padrão das TVs sempre foi 4:3, ou seja, quatro unidades de largura por três de altura. No sistema digital você pode ter 16:9, como em uma tela de cinema.
A resolução da TV analógica é de 480 x 360 pixels, em média. Na digital, inicia-se em 704 x 480 pixels, conhecida por SDTV (Standart Digital Television) e chega a 1.920 x 1.080 pixels, o formato HDTV, quase dez vezes mais nítido que o analógico.
A taxa de quadros define quantos quadros são necessários a cada segundo para que uma imagem fique completa. Na TV convencional é de 24 quadros por segundo entrelaçados (interlaced ou i). Na digital, varia de 24i a 60 quadros por segundo progressivos ou 60p.
Assim, durante sua pesquisa por uma TV pronta para a alta definição, você se deparar com a indicação "1080i", significa que o aparelho em questão tem resolução nativa de 1.920 x 1.080 pixels (os fabricantes normalmente indicam apenas o número de linhas da tela) e pode exibir imagens a taxas de 60 quadros por segundo entrelaçados (60i).
Veja abaixo um quadro das resoluções de HDTV e SDTV. Observe que a primeira resolução considerada HDTV é a de 1.280 x 720 pixels, com aspecto ratio de 16:9. Esta resolução não é a chamada Full HD (alta definição total), que atinge os 1.920 x 1.080 pixels.
HDTV
Resolução Aspecto Taxa de quadros
1.920 x 1.080 16:9 24p, 30p e 60i
1.280 x 720 16:9 24p, 30p e 60p
SDTV
Resolução Aspecto Taxa de quadros
704 x 480 16:9 24p, 30p, 60i e 60p
704 x 480 4:3 24p, 30p, 60i e 60p
640 x 480 4:3 24p, 30p, 60i e 60p
Além da diferença de resolução, o novo sistema também difere na recepção do sinal. O da TV analógica pode ser decodificado diretamente pelo seu televisor depois de passar pela antena. Já o sinal digital precisa de um decodificador especial para ser visto no seu aparelho. As TVs por assinatura ou a cabo —como NET, TVA e SKY— já oferecem sinais digitais para os assinantes. A transmissão digital de TV aberta também necessitará de um decodificar para receber o sinal que virá das emissoras abertas.
É importante lembrar que transmissão digital não significa que o sinal é de HDTV, pois este é definido pela resolução —que precisa ser de pelo menos 720 linhas para começar a ser HDTV, e de ser 1.080 linhas para ser full HD.
Produtos prontos para HDTV são todos de LCD ou plasma
Em breve, começa a transmissão da TV digital aberta no Brasil, enquanto as TVs por assinatura já oferecem sinal digital. Aqui vai uma seleção de alguns produtos —televisores, reprodutores de DVD e Home Theaters— para você ficar pronto para quando o sinal digital estiver a pleno vapor no país.
A DTV (digital television) traz imagens mais nítidas, cores vibrantes, detalhes que passam mais realidade e sensação de imersão em filmes, mas isso não significa que o sinal é de alta definição (HDTV) em si. Para que isso aconteça, é necessário que o sinal chegue até o seu aparelho com resolução a partir de 1.280 x 720 pixels, aspecto de 16:9 e taxa de quadros de 60p.
Para o full HD (alta definição total) é preciso que, além do sinal, também o aparelho consiga chegar à resolução de 1.920 x 1.080 pixels mantendo o mesmo aspecto e taxa de quadros citados.
Resoluções menores indicam que o produto que você está comprando pode trabalhar somente com o SDTV (standard digital television), formato que oferece resoluções pouco superiores ao do sistema analógico.
Veja cuidados na hora de comprar uma TV de alta definição
Além de observar a resolução do aparelho, você deve prestar atenção a outros dois fatores importantes quando for escolher entre TVs de alta definição, seja LCD ou plasma.
Os "dead pixels" (pixels mortos, ou defeituosos) são a maior preocupação nos LCDs. Eles ficam apagados nas telas ou nos sensores de CCD das câmeras digitais. Muitas vezes o termo "dead pixel" também é usado para definir outros dois problemas com os pixels: ficar sempre "acesso", ou seja, branco ("hot pixel"); ou manter-se sempre com uma cor sólida —vermelho, verde ou azul ("stuck pixel").
Cada pixel é composto por três sub-pixels, para cada umas das cores primárias listadas acima. Na confecção de telas de LCD, é comum surgir um certo número de sub-pixels defeituosos e a quantidade tolerada varia de acordo com o fabricante, já que nem todos interpretam as especificações do padrão ISO 13406-2 da mesma maneira (veja aqui a norma, em inglês).
Alguns fabricantes, como a Philips e Samsung, possuem política de tolerância zero para os dead pixels e rejeitam todos os aparelhos que tenham qualquer número deles. Outros fabricantes rejeitam aparelhos com um total pré-determinado de sub-pixels defeituosos. A Toshiba tem política de tolerância zero somente para os notebooks top de linha, e a Sony, para toda a linha VAIO.
Este é um ponto delicado na hora da compra e você deve procurar as indicações de "dead pixels" permitidos pelo fabricante do produto, além de verificar a partir de qual quantidade a troca é permitida. É uma boa forma de preservar o investimento e evitar dores de cabeça.
TV de plasma: atenção com o "burn-in"
O "burn-in" é um problema que preocupa quem possui uma TV de plasma. Ele acontece quando uma imagem estática "queima" a tela e deixa uma mancha. Isto pode ocorrer quando logotipos em partidas de futebol ou nos canais por assinatura (aqueles com informações sobre gols ou com o nome do canal) ficam o tempo inteiro sobre a tela. Games também são perigosos, pois deixam atalhos ou mapas em uma mesma posição.
Outro ponto de problemas da TV de plasma é que todas têm o formato widescreen (retangular ou 16:9), enquanto a programação normal das emissoras e a maioria dos filmes estão no formato 4:3 (tela normal de televisão). Isso deixa duas faixas pretas ao lado da imagem quadradra que está sendo exibida na tela. Se isto ocorrer por mais de duas horas seguidas, pode deixar uma mancha na tela nas áreas inutilizadas, o tal do "burn-in".
Fabricantes como LG e Samsung dotaram os modelos mais recentes com um sistema que mantém a tela em constante (mas sensível) vibração. Isso ajuda a reduzir o "burn-in".
Especialistas do mercado acreditam que a TV de plasma será superada na preferência pelos modelos LCD, que possuem mais qualidade e são mais baratos para produzir.
Procon recomenda paciência
A técnica em defesa do consumidor do Procon, Márcia Cristina Oliveira, lembra que é preciso ficar atento para a abrangência da garantia oferecida pelo fabricante.
"Observe não somente o tempo de garantia, mas também o que está incluso", diz Márcia.
A técnica explica que, por se tratar de um produto que envolve uma tecnologia muito nova, o consumidor não pode se precipitar na compra e deve observar a diferença entre as TVs de plasma e LCD.
Márcia alerta também para o fator resolução. "O fato de estes novos produtos possuírem telas muito grandes não significa que a qualidade da imagem será maior", diz. Também é importante observar se você já possui sinal digital em sua casa, o que é fundamental para obter a qualidade de imagem desejada —e não ficar frustrado assim que chegar da loja e instalar o aparelho em casa.
Dicas ajudam a obter melhor resolução na TV; cabo é fundamental
Você comprou uma HDTV (de alta definição), mas a imagem não é aquela maravilha anunciada? Antes de devolver o aparelho para a loja, verifique se as configurações utilizadas são as melhores para obter máxima qualidade de imagem.
Antes de qualquer coisa, é preciso que você tenha conectado à sua TV alguma fonte de sinal digital —uma TV por assinatura digital, satélite ou reprodutor de DVD que transmita em HDTV.
O passo seguinte é ter cabos novos e de qualidade superior para levar o sinal digital até a TV. Você não precisa comprar cabos extremamente caros, mas cabos muito baratos são de baixa qualidade e podem deixar a imagem de sua HDTV ruim. Além disso, você precisa utilizar cabos corretos para os dispositivos disponíveis em sua casa.
Por exemplo, se você conectar um cabo analógico de vídeo composto - destes com três pontas (amarela, branca e vermelha), utilizado para ligar o videocassete ou DVD à TV— no aparelho de de sinal digital, você terá uma perda significativa na qualidade da imagem e som.
Veja a seguir os diferentes tipos de cabos que podem ser utilizados para ligar uma TV a um dispositivo de sinal:
Vídeo composto Conexão: é o cabo analógico. O conector amarelo é para o sinal de vídeo; o branco e o vermelho são para áudio
Uso: Videocassete, DVD, console de videogame, TV a cabo e via satélite analógicos
S-Vídeo
Conexão: Separa o sinal inicial de de vídeo em três específicos - branco, preto e demais cores
Uso: Videocassete, DVD, console de videogame, TV a cabo e via satélite analógicos
Vídeo componente
Conexão: Melhora o sinal, dividindo-o em canais para a luminosidade (um) e para cores (dois)
Uso: DVD com progressive scan e HDTV
HDMI
Conexão: O cabo digital High Definition Multimedia Interface preserva a alta qualidade do sinal
Uso: HDTV e DVD com progressive scan e HDTV
Outras dicas
Não utilize o cabo de antena (75 ohms) —aquele branquinho com uma ponta de cobre— em conexões de TV à cabo ou via satélite digitais. A perda de qualidade será muito grande.
Se o decodificador suportar cabos de vídeo componente prefira.
Se a sua TV possuir, utilize sempre a porta HDMI, que preserva a alta qualidade do sinal digital durante toda a transmissão.